Certificado digital deixou de ser item opcional. Ele assina documentos, emite nota eletrônica, acessa portais fiscais e transmite obrigações. A escolha entre os tipos parece técnica e tem efeito direto na rotina.
1.A1 e A3
O A1 é um arquivo instalado no computador ou servidor, com validade de um ano. Pode ser copiado para mais de uma máquina e é o formato que os sistemas de emissão automática exigem.
O A3 fica em cartão ou token, com validade maior. É mais seguro contra cópia e mais incômodo no dia a dia, porque exige o dispositivo conectado.
Quem emite nota em volume ou usa sistema em nuvem quase sempre precisa do A1.
2.e-CNPJ e e-CPF
O e-CNPJ representa a empresa e é o que assina obrigações fiscais, acessa portais e emite documentos em nome da pessoa jurídica.
O e-CPF representa a pessoa física. Sócios usam para assinar alterações contratuais e acessar serviços pessoais.
Muitos processos exigem os dois: a empresa assina com e-CNPJ, os sócios com e-CPF.
3.Procuração eletrônica
Em vez de entregar o certificado ao contador, o caminho correto é a procuração eletrônica, que concede acesso a serviços específicos sem ceder a identidade digital da empresa.
Emprestar certificado é prática comum e ruim: quem tem o certificado assina como se fosse você, em qualquer coisa.
4.Renovação
A renovação não é automática e o vencimento não avisa. Certificado vencido trava emissão de nota e transmissão de obrigação no mesmo dia.
Vale colocar a data no calendário junto com as obrigações fiscais, com trinta dias de antecedência.
Perguntas frequentes
- MEI precisa de certificado digital?
- Depende da atividade e do município. Para emissão de nota de serviço em várias cidades, sim.
- Posso usar o mesmo certificado em duas empresas?
- Não. O e-CNPJ é vinculado a um CNPJ específico.
Alguma obrigação em atraso ou certidão travada?
Levantamos as pendências esfera por esfera, entregamos o que falta, tratamos os débitos e devolvemos o CNPJ regular.
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