O profissional autônomo pode deduzir da receita as despesas necessárias ao exercício da atividade antes de calcular o imposto no carnê-leão. É um direito pouco usado, e a diferença no imposto anual costuma ser relevante.
1.O que pode ser deduzido
Aluguel do local de trabalho, água, luz, telefone e internet do consultório ou escritório. Material de consumo da atividade.
Remuneração de empregados com vínculo, com os encargos correspondentes. Contribuição a sindicato e a conselho de classe.
Despesas de custeio necessárias à percepção da receita, desde que comprovadas.
2.O que não entra
Despesas pessoais e familiares. Aquisição de bens do imobilizado, como equipamentos e móveis, que não são despesa e sim investimento.
Transporte e alimentação do próprio profissional. Reformas que aumentem o valor do imóvel.
3.Trabalho em casa
Quando o profissional atende em parte do imóvel residencial, admite-se dedução proporcional de despesas do imóvel, dentro dos limites previstos.
A proporção precisa ser razoável e sustentável, e não uma fração escolhida por conveniência.
4.Como comprovar
Documentação em nome do profissional, com data e descrição. Escrituração no livro-caixa mês a mês.
O excesso de dedução de um mês pode ser aproveitado nos meses seguintes dentro do mesmo ano-calendário, o que ajuda quem tem receita irregular.
5.Onde isso pesa
Profissional com consultório próprio, secretária e material de consumo pode ter uma parcela expressiva da receita deduzida antes do cálculo do imposto.
Quem não escritura o livro-caixa paga imposto sobre receita bruta, como se a atividade não tivesse custo.
Perguntas frequentes
- Preciso de sistema para o livro-caixa?
- Não. Planilha organizada com comprovantes arquivados atende, desde que os lançamentos sejam mensais e rastreáveis.
- Vale para quem tem CNPJ?
- O livro-caixa é da pessoa física. Quem opera por PJ deduz despesas na própria contabilidade da empresa.
Está pagando mais imposto do que devia?
Comparamos Simples, Presumido e Real com o seu faturamento, sua margem e sua folha, e devolvemos o número, não a opinião.
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